quinta-feira, 7 de outubro de 2010

CRENÇAS BOATOS & PRIORIDADES



Dentro de tantos pontos de urgência para a MAIORIA DO POVO BRASILEIRO,
ser ou não ser a favor da liberdade de a mulher decidir se tem ou não filhos, não muda a essência dos atributos necessários a um candidato ou candidata para GOVERNAR ESSSE PAÍS. A ignorância das origens, o esquecimento do essencial torna a eleição um saco de pancadas no vento. E também uma ocasião para que as pessoas escondam o que de fato pensam. Também os eleitores, têm receio de se posicionar a favor de coisas necessárias para si e para o país: tem medo de dizer que o governo deve ser laico e não religioso, tem medo de dizer que a escola deve ser laica, que a escolha da prática perante Deus é escolha pessoal, e não da família, nem da escola, nem do governo. É tanta baboseira que se enraíza nas crenças, que fica bem difícil distinguir o que é a verdade. Quando converso com mulheres sobre o assunto, elas tendo ouvido as falas dos padres ou pastores, ficam verdadeiramente apavoradas, pensando que um presidente pode mudar as leis do país. E se enganam, pois quem vota as leis são os deputados, os senadores, os vereadores. E as leis nacionais pertencem ao campo dos deputados federais. No Brasil, uma lei que afete os conceitos gerais, tem de ser federal, e portanto passar por muitos crivos. Precisa-se com urgência de passar para a grande população para que servem os deputados que foram eleitos com seus votos. Muita, muita gente pensa que são eles que vão resolver o calçamento das ruas, dar solução para os esgotos, para as moradias, para as escolas em estado de pauperização, os hospitais insuficientes.... nada disso precisa de leis, precisa de ação, de determinação, de consciência e seriedade. Para discriminalizar, isto é, definir que não é crime .... há muito o que fazer, analisar, estudar, discutir. Seja o aborto, sejam as drogas, já está claro que o país não está pronto nem maduro para definir em que condições aborto não é crime, ou comprar maconha não é crime... ´E complicado querer entrar neste campo. As famílias vêem seu filho desligado, desinteressado em estudos, andando desleixado, e têm medo de assumir que ele se drogou, que experimentou um cigarro, ou cheirou a cocaína, ou já entrou no mundo do crack. Ora, se o medo de ser estigmatizado pela sociedade, pela igreja, pelos familiares não dominasse os sentimentos do menino, da menina, do jovem e da família, e HOUVESSE SINCERIDADE NESTAS RELAÇÕES, veriam facilmente que de fato a família precisa de cuidados especiais, não só o que se drogou. Se a família estivesse com atitudes inspiradas na VERDADE, o mal não cresceria do jeito que está crescendo e apavorando o mundo. Sou a favor da humanização da vida em todos os sentidos. O aborto natural existe, o aborto provocado existe. Dizer que não existe é uma grande mentira das igrejas que assim procedem. Agora, pregar o aborto, somente loucos. Defender que uma menina estuprada aos 11 anos mantenha a gravidez por questões religiosas... seja católico, evangélico ou muçulmano é igual insanidade, por intolerância. Quem vai julgar o bom ou mau ato será Deus, igualmente para todos os seus filhos. Raciocinem os jornalistas também, sobretudo as mulheres, que sabem o que é gerar um filho e guardá-lo no ventre por 9 meses, com alegria, com desejos mil de felicidade! E um dia ver esse filho ou filha estuprada e criminalizada, por uma ação criminosa de adultos. E chega-se a dizer que foi a menina que provocou o estupro. Foi o menino que procurou a droga. Isso, sim, eu gostaria de ver os homens e mulheres discutindo, pra saber que legislação protege as famílias e seus filhos. Que atitudes podem proteger uma família, que atributos precisamos encontrar nos candidatos a presidente, a deputado, a senador, a vereador, a prefeito, a governador. QUE A VERDADE POSSA APARECER E NOS TORNAR MAIS HUMANOS, SEJA ELA QUAL FOR.